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quinta-feira, 19 de março de 2009

VOU FALAR DE VOCÊ AGORA!



A crise está bombando e eu nem falei dela uma única vez! Então, voilà! Vamos falar de você, crise econômica mundial.

Assistindo, ontem, aos noticiários, deparei-me com uma notícia que, apesar de não entender “lhufas” de política econômica achei, no mínimo, um estranho deboche.
Vou falar como leiga. Como a maioria da nossa população.


Well, ouçam a notícia: “O presidente executivo da American Internacional Group (AIG), Edward Liddy, afirmou que pediu aos funcionários da seguradora que receberam bônus superiores a 100 mil dólares que devolvam metade da quantia.”



Bem, então, o âncora (que desta vez não foi o Boechat, de quem quase não abro mão de assistir) explicou que a AIG, recebeu 170 bilhões de dólares do Governo norte-americano, desde o ano passado, para evitar a sua quebra. O governo assumiu o controle da seguradora em 16 de setembro. Nos últimos seis meses, a participação estatal na empresa aumentou para 80% do capital acionário.
Aí, o babado ficou forte quando foi colocado no ventilador público, que a AIG pegou e distribuiu 165 milhões de dólares de bônus para os seus altos executivos. Bonificação esta que, segundo a empresa, serve de incentivo para manter esses bons profissionais no emprego.
(Puxa! Eu queria receber uma pequeníssima parte desses US$ 165 milhões, para ficar no emprego. Será que eu sou tão “imperdível” assim?)

Mas eles vão ter que devolver ... porque tem um pessoal que não ficou nem um pouco satisfeito com isso... um pessoalzinho aí... um grupinho de meia dúzia de seis ...
Esse grupinho é simplesmente a população americana. Só isso. Não sei porquê, né? Será que é porque essa empresa está sendo ajudada - pra não quebrar! - com o dinheiro deles (do povo americano), no meio de uma megacrise econômica mundial, que está afetando o bolso de todo mundo, menos dessa rapaziada que faturou um “extra” de 1 a 6 milhões de dólares, e que esta empresa ainda está para receber do governo americano US$ 30 bilhões?

Ah, tá ...

Pois é, o que para o povo – e também para o Tesouro americano e para o próprio presidente Barack Obama – não está “dando liga”, é se este é o momento – e o dinheiro – ético para se “premiar” com tão alto mimo.

O executivo-chefe da seguradora, Edward Liddy, disse que o pagamento estava em contrato. E reclamou com o secretário do Tesouro, por carta, dizendo que a seguradora não pode atrair os “melhores e mais brilhantes talentos” (sic), se eles acreditarem que sua remuneração estará sujeita a ajustes arbitrários (sic) do Departamento do Tesouro dos EUA.

Alguns executivos da seguradora concordaram em devolver os bônus recebidos, após as críticas à companhia. Quem tem cara tem medo. Medo de aparecer por aí, com seus milhõezinhos e levar tomatada.

Micharia ...



Quer saber o valor individual do bônus pra “se rasgar” de inveja? O maior bônus era de US$ 6,4 milhões! Outros seis empregados receberam US$ 4 milhões. Mais 15 funcionários receberam US$ 2 milhões e outros 51 ganharam de US$ 1 milhão a US$ 2 milhões.
Barack Obama instruiu o secretário do Tesouro, Tim Gheithner, a tomar todas as medidas legais a fim de impedir o pagamento. E disse:



"Isto é um insulto injustificável aos contribuintes. Não é uma questão de dinheiro. É uma questão de princípios".

Eu assino embaixo, presidente!

Ainda falando nela ...

Recebi uma receita ensinando como se deve sair da crise.
A solução para crises é reservas e poupança, e esta, previamente acumulada. O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas quando a economia está saudável, para não ter de despedir pessoas, nem reduzir gastos, quando a coisa ficar feia.
Poupar e fazer caixa no meio da crise – a receita continua - é dar um tiro no pé. Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio!
E a receita termina com este conselho:
Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas.
Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.

Apesar de ser leiga no assunto, nesta eu também assino embaixo!

monica_sampaio_melo@hotmail.com
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