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sexta-feira, 8 de maio de 2009

“Minha mãe morreu há 5 anos – Uma homenagem no Dia das Mães”



Oi!
Como é que “ce” tá?
Quanto tempo, né?
Parece que foi ontem!
Ainda te vejo, rindo, mexendo comigo; rindo das gracinhas dos “nossos” meninos! Por falar nisso, o André está enorme! Tá com a perna toda cabeluda!
O Alexandre, qualquer dia cai daquele bigode!
É, teus netos estão crescendo!

Eu continuo gorda, mãe! Não consegui ainda emagrecer.
E de lá pra cá, parei de beber, parei de fumar, mas não parei para fazer uma dieta a sério ... começo, e paro ... mas tenho cá os meus motivos operacionais.

E a vida aí? Nada pra fazer? Só admirando céu de brigadeiro, né?
Tá deitada na nuvem, comendo maná, como você sempre disse que iria fazer?
Tem sorvete ai? Você adora sorvete! E queijo? Está com saudade do queijo quente com suco de laranja?
É... bons tempos, os nossos, hein? Aquele mesão de “brunch” que eu fazia de vez em quando pra nós! Você se amarrava, né, fala a verdade!

Estou com saudade de você.
Ah, mas deixa isso pra lá. “Ce” sabe que eu sou manteiga derretida e começo logo a chorar.

Então, vamos mudar de assunto.
Estou doida pra te ver! Pra matar a saudade! Eu sei que quando isso acontecer nos encontraremos como irmãs.... e não mais como mãe e filha.
Mas não tem problema. Eu te amo tanto, que não importa o “grau de parentesco”.

Sabe, eu acho que a gente podia ter aproveitado muito mais juntas, Mãe.
Tantas coisas podíamos ter feito que não fizemos.
Puxa, tô quase estragando este momento ... êta lágrima teimosa que cisma em ficar fugindo dos meus olhos! Não é momento de chorar não! É momento de falar com a Mamãe! Vê se se acalma!

Pronto, Mãe. Já respirei fundo. O coração ainda está apertadinho, mas vamos continuar o nosso papo. É tão bom te reencontrar! (Mesmo que seja só no meu coração ... sei que não podemos, nos comunicar; só quando eu for para aí também, né?)
Puxar pelas lembranças – não aquelas em que a gente brigava ... abafa essas. (a gente brigava uma briga das boas, né, Mãe?) Se eu tivesse me convertido antes, isso não teria acontecido; pois conheceria o primeiro mandamento que “vem com bênção”, que é honrar o pai e a mãe. Mas, já passou.

Por que será que a gente deixa tanta coisa por fazer, por falar...
Me fala, se você soubesse que iria morrer naquele dia, o que você teria feito? Você falaria pra mim o que eu sempre quis ouvir, e que você nunca teve coragem de falar? Você nunca falou que me amava.

Mas, isso são águas passadas. Lembra aquele dia – um pouco antes de você morrer - , em que eu pedi pra você se sentar no sofá, e eu deitei no seu colo e coloquei a sua mão na minha cabeça, para que fizesse cafuné em mim? Era difícil sair um carinho daí, né, minha “veia”? ô, pessoinha travada! Mas eu entendo, era da sua criação; o pessoal era mais reservado; “seco” mesmo.

Sabe o que eu faria se soubesse hoje a hora da minha morte? Primeiro, iria dar uma puxada na orelha de todas as mães:

Mãezinhas, se esqueçam um pouco que vocês são mulheres, esposas, profissionais, e se lembrem que, para os seus filhinhos, vocês são mais poderosas do que a Mulher Maravilha! Não vão decepcioná-los, hein, mostrando a sua fragilidade humana!” Eles estão contando sempre com vocês!

E o que eu diria para os filhos? Bem, eu diria assim:

Filhos, Mãe tem prazo de validade.
Não espere o da sua vencer e te pegar de surpresa, como me pegou.
Pegue a sua Mãezinha, com muito carinho, e diga a ela que a ama demais; dê muitos beijinhos nela e a abrace, com todo amor do mundo!
Faça isso por mim.
O da minha, venceu. E não deu pra fazer um monte de coisas que eu queria ter feito com ela.

E tenha:

Um feliz Dia das Mães.

msn/email: monica_sampaio_melo@hotmail.com