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sexta-feira, 15 de maio de 2009

OS DONOS DE RÁDIO ESTÃO ACABANDO COM O TESÃO DOS PROFISSIONAIS DO RÁDIO!


Mônica Sampaio em foto tirada por Eulina Rego, em outubro de 2004, no estúdio da Antena Um Rio



ANTENA 1 LITE FM - Uma história que nunca será apagada.



- A chegada da TUPI FM via satélite de São Paulo ocupando o lugar da Antena 1 carioca.

- Briga pelo nome, em São Paulo, vem se arrastando há anos.

- Uso indevido do nome em SP, chegou ao Rio.

- Antena 1 Rio fica no ar até 30 de maio de 2009.

- Rádio Antena Um do Rio de Janeiro arrendada pelo grupo Diário dos Associados


Em alguma vez, você ouviu a palavra OUVINTE nessa discussão toda?
Ou em qualquer discussão entre EMPRESÁRIOS DO RÁDIO, você OUVINTE DE RÁDIO, foi chamado a dar a SUA OPINIÃO?
Nem você foi levado em consiração, nem nós, OS PROFISSIONAIS DO RÁDIO.

Vamos parar de palhaçada e deixar claro que os donos de televisão e os donos de rádio fazem TV e Rádio para eles mesmos!

E chamam a CONCESSÃO de PÚBLICA ainda!

Os empresários de Rádio estão pouco se lixando para o OUVINTE, como sempre. O ouvinte que se dane! Estão pouco se lixando para o profissional de rádio também. E isso não é de hoje!

É, Eulina (Rego) e Raquel (Ricardo): Pensei que vocês fossem se aposentar na freqüência 103,7... mas, o dial carioca – novamente –nos pega de (péssima!) surpresa!

Isso explica porque a Eulina está triste no ar, hoje.
É isso que o profissional ganha depois de anos de dedicação?

Os empresários de Rádio também estão pouco se lixando para os locutores e demais profissionais. Isso sempre foi assim.
E nós, radialistas, assistindo tudo de arquibancada! É gol atrás de gol na nossa área, e nós, como sempre, de mãos atadas, calados, cabisbaixos, tristes, só levando bola nas costas!.

Responda, quem puder: que diachos GANHA O OUVINTE – ou PERDE – se uma emissora está usando um NOME “indevidamente”? O que o grupo TUPI vai fazer com este nome agora?? Quem sai sempre perdendo é o OUVINTE e o PROFISSIONAL do Rádio! Sempre! Sempre, gente.

Vocês se lembram da pouca vergonha que fizeram com essas duas categorias – OUVINTE e PROFISSIONAL DO RÁDIO -, em 1998, em todo o Brasil, no arrendamento da Rede Manchete FM pela Igreja Renascer em Cristo? Passaram a perna, da noite para o dia, nos OUVINTES da Manchete FM e, em NÓS, PROFISSIONAIS DO RÁDIO! Até “abelinha” (telefonista) foi demitida! Da noite para o dia!

Lembro, com muita tristeza deste dia, pois daí pra cá, meu “tesão” por rádio se esfriou; não pelo veículo, mas, pela maneira como está sendo dirigido; pela falta de respeito com os profissionais e com os ouvintes.
Ao ouvir, em lágrimas, dentro do meu carro, no posto de gasolina, o CARLOS ALBERTO (atual apresentador do “Rio de Prêmios”) “fechar a porta e apagar as luzes”, ao anunciar que, após a Voz do Brasil, não mais voltaria a Manchete FM, mas sim, a Rádio Gospel da Renascer em Cristo, meu coração tomou uma pedrada! É, eles estavam “renascendo na Manchete”; só não estavam nos levando junto ... só se esqueceram de nos avisar ... a nós e aos ouvintes, pois fomos TODOS pegos de surpresa, numa falta de ÉTICA PROFISSINAL sem precedentes na história do Rádio carioca!



23h30 - um fatídico dia do mês de fevereiro de 1998

Estava me preparando em casa, para descer – pois o carro da Manchete já havia chegado para me levar ao trabalho, como fazia todos os dias – , quando recebo um telefonema. Era o Edmo Luís, locutor da Manchete Am Rio – cujo estúdio era vizinho do nosso, do FM.

- “Mônica, meu amor, não tá sabendo não?”
- “Não, o que foi?” – respondi eu, na inocência em que nós, profissionais do rádio, ficamos frente aos demandos dos empresários de Rádio.
- “Tá todo mundo falando por aqui: Hoje é o seu último dia de trabalho! Só seu, não! De todos os que trabalham na Manchete FM!”
- “Você tá doido, Edmo? Ninguém nos falou nada! É pegadinha, não é?”
- Não, é sério, Mônica! Até o Celso Santa Rosa “dançou”!
(Celso Santa Rosa – Coordenador da Rede Manchete Fm, na época).
- “Vai todo mundo embora?? Mas o que é isso, Bomba atômica, repetição de Hiroshima e Nagasaki?! “– hoje eu falaria isso pra ele.
-“Não – respondeu o Edmo Luís – A Rede Manchete FM foi “arrendada”


Intervalo comercial:(ATENÇÃO, MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES! VAMOS REVER ESTES FAMIGERADOS CONTRATOS DE “ARRENDAMENTO”! ISSO É UM DESRESPEITO AO PÚBLICO BRASILEIRO, POIS A CONCESSÃO É PÚBLICA E ESTÁ SENDO TRATADA COMO COISA PRIVADA – nos dois sentidos, no caso das emissoras de Rádio deste país!)


Segue abaixo, um diálogo que não houve. Não naquele telefonema. Mas que rolou muito, nos bastidores, entre os DEMITIDOS.

-“Ué, e eles não vão precisar de PROFISSIONAIS DE RÁDIO para colocar no ar esta nova programação?Por que não aproveitam os que JÁ TRABALHAM AQUI? Nem as telefonistas? Os operadores de áudio ... ninguém?! “

- “Não, Mônica, eles vão “renascer”; vai ser tudo NOVO!”
- “Uai, e nós????”

-“Vocês? Bem, aqueles que têm mais de um ano de casa – como é o seu caso, Mônica – vão para o sindicato, fazer as contas, e assinar o acordo de demissão.”

Bem, amigos, aquela foi uma noite do cão!
E tínhamos a ordem – olha a cara-de-pau e o desrespeito ao ouvinte – de fazer sorteios “fake”!

Ao chegar na emissora, ninguém sabia de nada, além do que o Edmo havia me dito. Uma das produtoras para quem eu telefonei, me disse que era para fazer como se nada tivesse acontecido.
- COMO???
- NÃO DIGA NADA NO AR! Faz de conta que tudo vai continuar assim.


Esta era a única coisa que nos disseram.
Eu, chorando, a cada palavra de carinho e amizade dos ouvintes. A cada menção de “a semana que vem tem mais!”
Foi terrível!
E quando o Fabiano chegou para me render? Ele também custou a acreditar. Parecia brincadeira. De mau gosto. Como eu sempre fui muito brincalhona – aliás, fazíamos uma dupla imbatível na nossa passagem de horário, hein, Fabiano? -, ele não estava acreditando que, o que eu falava, tragicamente, era verdade.

E assim foi, de locutor em locutor, de horário em horário, ficavam sabendo da notícia inacreditavelmente verdadeira. Até o momento do encerramento da Rádio, pela voz embargada do Carlos Alberto, que eu - e centenas de pessoas – ouvimos, estupefatos e lacrimejantes. E decepcionados. E revoltados.

Mas você pensa que episódios grotescos e surreais de desrespeito ao PROFISSIONAL DE RÁDIO E AO OUVINTE como este, acabaram por aí? Não em minha experiência como radialista no Rio de Janeiro. O mesmo Edmo Luís, também foi, além de mim, um dos protagonistas de uma bizarra história de desmandos e loucuras e desrespeitos dos empresários de Rádio do Rio de Janeiro, acontecida alguns anos antes.



1987. em torno das 23h30 -

Estaciono meu carro na entrada dos funcionários, do antigo prédio do Jornal do Brasil, na Av. Brasil, e o meu amigo Sérgio – da manutenção do Ar refrigerado do prédio ; um dos meus companheiros da madrugada da FM 105 (na época, “arrendada” pelo Grupo JB) – chega esbaforido para me dizer que tiraram a Rádio dali. Assim como o Fabiano não me acreditou, no episódio da Manchete FM, também não acreditei no Sérgio.

- “Ah, pára, Sérgio! Senão eu chego atrasada!”
- “Mas é verdade! Sobe lá (no 7º. Andar) você vai ver que o estúdio está lacrado! E o endereço novo está lá dentro, no quadro de avisos.”
-“Mentira sua, Sérgio! Vim ouvindo a rádio no carro!”

Era verdade que tinha algo estranho. O som estava diferente. As vinhetas não eram as mesmas; e não era o Antonio Luís (acho que era esse o nome dele) que estava apresentando o “Amor sem fim”. Era um dos folgadores (ou folguistas, como queiram): o Wagner Barroso (ou o PC, agora, não me lembro direito) que estava no ar.
Mas, o que é que tem? O Antonio poderia ter tido um imprevisto! O folgador era pra isso mesmo, né?

Mas não era. Era verdade mesmo. Por increça que parível O DONO HAVIA TIRADO A RÁDIO DE LÁ! E a levou para um estúdio improvisado numa casa, também no bairro de São Cristóvão. Fez isso, também na oportuna hora da Voz do Brasil!
A história foi tão incrivelmente irreal, que deixou todos os profissionais confusos!
O Iltamar de Abreu (que respondia pela rádio Transrio) era o nosso verdadeiro patrão (nossa carteira de trabalho não era assinada pelo JB; mas pela Trasnrio), começou a nos pressionar para todos irmos para lá, senão era demissão. Já o “nosso” até então coordenador Luís Augusto de Biase – que era contratado pelo Jornal do Brasil – nos advertia para que não fossemos. (Ele, obviamente, não foi chamado pelo “nosso” patrão para ir pra lá, pois era contratado do JB, como coordenador da FM 105 e coordenador da Rede Cidade.)

Fiquei vendida! O que fazer?
Fui então conversar com o mais experiente – e sempre com bom senso – Fernando Mansur, meu colega de emissora.

- “O que você vai fazer, Mansur? O que você for fazer eu farei também. Pois você é mais experiente do que eu! Eu nunca me imaginei numa situação dessas! Mas acredito que, por contrato, temos que ir para onde o patrão quiser; afinal, a rádio é dele!Não acha?”

Eu estava triste, pois gostava muito de trabalhar lá! Meu programa “TURMA DA MÔNICA NA FM 105 NA MADRUGADA” (é, o atual programa ”Turma da Moniquinha, na Nativa FM, no RJ, não foi o primeiro a usar este sugestivo nome, como recurso de “blague”, para uma apresentadora que também se chama Mônica, igual a do Maurício de Souza! Aliás, quem criou o nome do meu programa foi o meu produtor DUDU CASTRO – super beijo procê, irmãozão!). mas como eu dizia, meu programa estava “bombando”! Eu havia conseguido a façanha do primeiro lugar em audiência em todo o Rio de Janeiro, no horário de meia noite às 5 da manhã, isso, num curtíssimo espaço de tempo!
Definitivamente, aquela confusão toda prejudicava a todos nós.

Bem, a discórdia foi que o Iltamar alegava que a emissora não estava “no vermelho”, como o grupo JB queria que acreditasse. A FM 105 estava recheada de novos anunciantes, e crescia a cada dia na audiência! O que ele suspeitava era que, como as demais emissoras do grupo JB não estavam muito bem “das pernas” (Cidade FM, JB Am, JB FM), estavam passando o faturamento da FM 105 para o grupo, deixando-a fechar “no vermelho”. E pediu para que mostrassem os livros de contabilidade. O que o JB não quis fazer. Então, ele ameaçou: “Se até a hora da Voz do Brasil não me mostrarem, vou tirar a Rádio daqui!” – E cumpriu.

Bem, o Fernando Mansur me disse que iria obedecer ao dono da Rádio e ir para o novo estúdio, pois era a ATITUDE PROFISSIONAL a ser tomada. E foi o que eu fiz também.

Resumindo: Quase todos os que foram para lá (alguns não foram, não sei porque ...) voltaram, três dias depois, para o prédio do JB – junto com a Rádio. Com uma desagradável diferença. A turma que não foi – tirando algumas exceções, como o Carlos Issa, por exemplo – repudiou os que foram, retaliando-nos, inclusive, alguns, com ameaças de “porrada”. Essa sandice toda estava sendo orquestrada pelo Biase, que considerou como “traição” o que nós chamamos de profissionalismo.

Nós, os que fomos obedientes ao patrão, sofremos discriminações nos meses subseqüentes. Pois o Paulo Roberto - que o Iltamar e sua filha Luciana, haviam tirado na Cidade, onde atuava como locutor, levando-o para o novo estúdio, para coordenar a rádio, no lugar do Biase - não retornou para o JB com a gente: rodou mesmo. Ele, o Wagner, o Edmo (que havia sido demitido pelo Biase, mas chamado de volta, pelo Paulo Roberto).
Essa retaliação subliminarmente aconteceu até que o Biase conseguiu se vingar de todos os que ele considerou que não ficaram “do lado dele” (como se a questão tivesse sido essa).


Meses depois fui demitida numa “cilada” (coisa de espionagem industrial) que o Biase armou pra mim. Uma mulher, que se dizia ouvinte da rádio, descobriu o telefone direto do estúdio, e ficou telefonando para mim sem parar! Seu intuito era me atrapalhar mesmo. Até que não agüentei e mandei ela à m ....

Fui chamada pelo Biase que, sugeriu que eu telefonasse para ela, pedindo desculpas, pois o caso havia chegado ao Nascimento Brito (bam bam bam do grupo JB). E ela exigia retratação.
Bem, numa orquestração digna do mais fiel comandado do capeta, o Biase me fez ligar para ela, DIZER, com todas a sletras que estava arrependida por ter mandado ela à m ... , pedir desculpas, e, tudo isso, GRAVADO! No final, ele usou isso contra mim, pois, eu tinha “assumido” o erro. E ao invés de obter perdão, fui parar no olho da rua! Pois ele, com a cara mais deslavada, disse para mim, que tentou convencer o Nascimento Brito a não me despedir, mas, que infelizmente ... BALELA! Pois, dias antes, o Jairo Roberto – conhecido por ser sempre uma das primeiras opções do Biase, como locutor – havia chamado, NO AR, um ouvinte de “viado”, e o Biase “conseguiu” com o Nascimento Brito, que o Jairo APENAS ficasse alguns dias fora do ar. E depois voltasse, como voltou.

ARGH!!! Me lembrar dessa história toda me deixou enjoada, com vontade de vomitar!
Bom, foi uma ótima lavação de roupa suja! Espero que saiam todas as manchas – que não são pequenas!

Então, por essas e outras – e agora, a história da nossa querida ANTENA 1 Rio - é que levanto aqui uma bandeira:

PROFISSIONAIS DO RÁDIO E OUVINTES: VAMOS NOS UNIR PARA NÃO DEIXAR ESTES DISPARATES ACONTECEREM! AS CONCESSÕES DAS EMISSORAS DE RÁDIO E AS DE TV SÃO PÚBLICAS! SÃO DE TODOS OS CIDADÃOS BRASILEIROS!

O Ruy Jobim me deu esta notícia, logo de manhã, por email, e o amigo Ernesto Pina, veio me dar os detalhes, que se seguem.


“Mais uma emissora em FM da nossa querida cidade maravilhosa irá acabar. Trata-se da Rádio Antena 1 103,7.

Informações dão conta que a rádio do maravilhoso bairro da Urca, na cidade do Rio de Janeiro, fora arrendada para o Grupo Associados RJ, dona dos Jornais “A Gazeta Mercantil” e o tradicional “Jornal do Commercio” e ainda dona dos canais de rádio “Nativa FM 96,5 – antiga radio tupi FM) e a tradicional rádio “Super Rádio Tupi 1280 AM”, e também um dia essa empresa já foi dona da 1º emissora de TV do Brasil a TV Tupi canal 6.

Esse arrendamento é de 6 anos renováveis, e a partir do dia 1º de junho o canal tradicionalmente adulto 103,7 FM, passará a retransmitir o sinal da Super Rádio Tupi AM 1280.

Os Funcionários da Rádio Antena 1 (lite FM) estão de aviso prévio até o dia 30 desse mês. E o Rádio carioca está passando por sérios, eu digo, sérios problemas, que venham logo aparelhos de som que possamos ouvir web rádios através da internet que será disponibilizada pela rede elétrica, pois o rádio tradicional esta muito mal.”

Fonte: Ernesto Pina
Radialista (DRT: 1386/2007/37)
Contato : ernestojcpina@hotmail.com



Acorda, pessoal! Os donos de rádio estão acabando com o TESÃO dos PROFISSIONAIS DE RÁDIO!



ANTENA 1 LITE FM - Uma história no Rádio carioca. Vocês - empresários de Rádio - nunca conseguirão apagá-la.


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