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domingo, 12 de julho de 2009

RELIGIÃO É UMA CAIXA




A turminha do bairro é uma “CAIXA”.
Faculdade é uma “CAIXA”.
Família ... ô ... família é uma grande “CAIXA”! Bota “CAIXA” nisso!




Tem caixinhas conhecidas nos seus quatro cantos; mas tem caixinhas-surpresa também.

Casamento é uma caixinha de surpresas! “CAIXA” – por ser cercado por todos os lados! – e de surpresas, pois cada cônjuge vem carregado com uma bagagem cultural familiar diferente.


O mercado de trabalho formal é uma “CAIXA”. E pesada. E sem alça.
Para alguns, que detestam ficar trancados dentro de “CAIXA”.


Moda é uma “CAIXA” – daquelas de acrílico transparente pra todo mundo ver dentro!


Religião é uma “CAIXA”.
Que “CAIXA” é esta?



A sociedade cria uma série de “CAIXAS”, baseadas nos sistemas de convicções, nos sistemas de crenças, naquilo que acreditamos.


Para onde quer que nós vamos, levamos os nossos “embrulhinhos” culturais.
Tem gente que pega a vida andando, chega cheio de pacote e ainda quer se sentar na janela!

Já parou para fazer uma arrumação na “sua prateleira”? Por favor, não é o móvel da sua casa. Já reviu os seus conceitos dos últimos 10 anos? Uma faxina de década em década é sempre bom. Vai ter muitas surpresas, ao constatar o que tem guardado nas suas memórias em desuso. Fórmulas incompletas que já foram descobertas; nojo de alimentos, os quais viraram seus maiores aliados; amores antigos ...; mágoas ...; enfim, será que você não está carregando excesso de peso? Pode ser que tenha um monte de notinhas de mercado que não valem nem para o concurso “O seu talão vale um milhão!”.


Quando os noivos partem para o casamento, já levam, cada um, uma certa quantidade de bagagem, que se fundem – ou não -, mas ocupam espaço. Algumas dessas caixinhas são perdidas ao longo dos anos; outras, precisam de uma restauração, pois foram comidas pelos bichos ...
Mas de toda forma, nosso “armário” interior sempre precisa de uma faxina, e mais, de vez em quando, ele precisa é de uma reforma, isso sim, para caber mais coisas.

Todos os “departamentos” do nosso “armário” interior precisam ser faxinados e reformulados de tempos em tempos. É preciso abrir as caixas que guardamos lá, para dar uma boa olhada em seu interior.
Precisamos ainda disso? E daquilo? Será que aquilo outro não está defasado? Vamos reciclar?



“CAIXA” é tudo o que delimita fronteiras.
Tudo o que engessa o entendimento.
Como nas regras sociais de Èmile Dürkheim, até as transgressões são previstas: faz parte da “CAIXA”.



No que você tem acreditado nos últimos anos? Em que “CAIXA” você se encontra? Tem as quatro paredes ou é aberta?

Teus relacionamentos, quando passaram pela última revisão?
E teu trabalho? Está contente com tudo ou chegou a hora de renovar?
Existem “CAIXAS” novas por aí, formato moderno, bonitas, arrojadas, “neo” qualquer coisa, dando sopa por aí!



Ou você é daquelas pessoas que não ficam muito tempo com alguém ou alguma coisa ou em determinado lugar? Não marca o assento? Não faz “vala” no colchão? Não tem rotina? Não delimita a sua área?


E quanto a religião, todo dia faz a mesma coisa?
Então, todo dia obtém os mesmos resultados.
Quer resultados diferentes? Já sabe o final da frase, né? Tem que agir diferente.
Para você basta ir na sua igreja, deixar a Bíblia aberta no Salmo 91, ou acender uma velazinha; se benzer três vezes, e está tudo certo? Ok!



Mas se você quer um pouco mais do que tem conseguido, precisa de um novo entendimento.
Precisa sair de sua “caixinha” e tentar não entrar em outra, para ter a liberdade de entrar e sair o quanto e aonde quiser, sem ficar encerrado e engessado em algum sistema de crença falido.


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